Sara Albuquerque: Sem Palavras. Só afirmo que um ponto... Tayza Carvalhaes: Não lembro em que blog comentei que... Helena: Parabéns, mocinho. Estou meio sumida e ainda... Sara Albuquerque: Pensamentos soltos, mas sempre bem... Fábio: Eu não seria tão ingênuo, rapaz. Tirei o...
Se houvesse a possibilidade de programar sua vida, você o faria? Se, quando você nascesse, chegassem pra você e dissessem: aqui estão os principais momentos de sua futura vida. Você pode ordená-los a seu gosto e direito, nos momentos que quiser… Você realmente preferiria que fosse assim?
Eu, não. Depois de apanhar de alguns acontecimentos que mudaram a forma como vejo o mundo, tenho certeza que não gostaria desse poder de ajeitar as coisas. A previsibilidade traz a monotonia à sua vida. O imprevisível é o que dá o tempero de viver com as situações inesperadas que acontecem em nossas vidas. E nem sempre o que não está nos planos é ruim. Pelo contrário.
Será que você colocaria os momentos tristes da sua vida no fim, para aproveitar tudo o que há de bom no começo dela? Ou faria o contrário: pegaria tudo de ruim e viveria de uma vez, para depois se embalsamar com os sorrisos e as alegrias? Quem sabe a melhor fórmula não seja uma mistura de tudo isso, batido no liquidificador com gotas de limão e umas porções de vodka?
Cada vez mais encontro pessoas que querem adivinhar os momentos de sua vida, programando tudo - absolutamente tudo - para as horas que acham mais conveniente. Claro, a vida não precisa ser uma anarquia de sentimentos e responsabilidades. Mas como programar a chegada de um amor? Ou a perda de um ente querido? Como fazer com que tudo esteja ao seu dispor? Será que não é mais fácil dançar conforme a música, mesmo aqueles que não sabem dançar?
Tem gente que perde a oportunidade de um emprego excelente. Tem gente que perde a oportunidade de ficar calado. Há ainda aqueles que até perdem a chance de fazerem algo grandioso, por razões distintas e diversas. Não existe garantia de reedição desses momentos. E, então, quando tudo estiver acabando, será que sua consciência entoará, como um mantra, que valeu a pena?
Qual é o mérito em comemorar uma derrota? Ah, mas eles ficaram entre os cinco melhores do mundo! E daí? Alguém já viu prêmio para o quarto lugar? Até mesmo para o segundo ou o terceiro, essa história de premiar a derrota só começou na Idade Moderna. Nas primeiras Olimpíadas, somente os vencedores subiam ao pódio e recebiam os louros da vitória.
Não podemos desmerecer o esforço daqueles que lutaram para ficar em décimo. Concordo. Mas não foi um esforço suficiente. Tirando alguns esportes que não são justos (entre eles o futebol), a maior parte é composta por atletas que vencem porque são melhores que os outros. E porque os brasileiros não são os melhores? Porque são incapazes? Não, é porque não tem dinheiro. Simples. E eu nem questiono de onde viria esse dinheiro, só afirmo que não tem.
O Flávio Gomes deu uma idéia inteligente e perfeitamente realizável para começar a mudar esse cenário. De quebra, diminuiria essa palhaçada de abrir uma faculdade em cada esquina de cada cidade grande do país. Não adianta bater na mesma tecla de que o governo deveria apoiar e blá blá blá… Caia na real (se ainda não caiu): o Estado no Brasil não trabalha para o povo; trabalha para manter o próprio Estado, inclusive aqueles que o compõem - como diria o filósofo Capitão Nascimento. Aliás, se tivessem uns dois Nascimentos na equipe brasileira das Olimpíadas, teríamos bem mais do que uma medalha de ouro importada.
Importada porque ela não é nossa, não é do Brasil, nem mesmo da Confederação Brasileira de Natação. É apenas do Cielo, só dele. No máximo, da família. Juntos, eles ralaram lá fora, passaram por privações, dificuldades, problemas, saudades. Ninguém passou a mão na cabeça desse cara, mas ele seguiu em frente. A Globo não fez matérias especiais com a mãe dele no Pan do Rio de Janeiro, ele sequer foi destaque nas transmissões. Mas um campeão está preparado pra enfrentar tudo isso. Por isso a medalha é dele.
Muita gente criticou a atitude do atleta sueco que abandonou a medalha de bronze porque achava que merecia o ouro. Eu vi a luta e não entendo bulhufas das regras da luta greco-romana, mas na hora que o juiz inverteu a marcação, imediatamente o comentarista apontou o erro do juiz. Ou seja, o cara tava certo. Pode ter sido arrogante, precipitado, digam o que quiser. Mas ele não abaixou a cabeça para um bronze.
É como um amigo acabou de comentar aqui: brasileiro adora criticar outros países, colocar a culpa no técnico da seleção, apontar os defeitos de todos. Mas no fundo, somos todos invejosos. Eu completaria dizendo que, além da inveja, o comodismo também reina por essas bandas.
Cheguei na loja pouco depois da dona do carro ter deixado o próprio lá, como entrada para a compra de um modelo zero quilômetro De certa forma, isso foi ruim porque vi o carro como ele estava (sujo, sem nenhum preparo, e já em hora avançada - quase 7 da noite). Por outro, foi bom ver o carro nessa situação para ter noção de como a mulher utilizava e cuidava do carro, fora que consegui evitar as famosas maquiagens que as lojas aplicam nos carros, para deixá-los mais atraentes.
À primeira vista, o carro estava muito bom. Só não diria impecável porque existiam alguns pequenos retoques de pintura que deveriam ser realizados (e que, por estarem em locais de pouca interferência estética, pedi que não fossem feitos). Toda a parte mecânica estava em boas condições - ao menos aquelas possíveis de serem verificadas sem desmontar nada. E, no fundo, é como um amigo comentou comigo poucos dias antes. Devemos sim ter cuidado com o carro que escolhemos, verificando a procedência e o estado de conservação, mas também devemos dar valor àquele pelo qual nos interessamos mais, aquele que mais nos despertou a atenção. Quase consigo ouvir minha avó dizendo: “quem muito escolhe acaba escolhido“.
Eu gostei daquele carro. Ele tinha recompensado a espera durante todo o fim de semana que passei procurando por carros. E decidi comprá-lo depois que verifiquei alguns dos pontos mais importantes, os quais reproduzo aqui.
- Veja se o carro já foi batido alguma vez. Isso é possível através da análise das soldas do carro. Se você não sabe o que é isso, vá até a parte traseira do carro, e abra o porta-malas. Depois, olhe os cantos do carro: lá existem pequenas tiras de solda que devem estar uniformes e inteiras, sem nenhuma interrupção ou emenda. Faça a mesma coisa para a parte da frente;
- Verifique de maneira simplista a condição dos amortecedores, apoiando a mão no capô do carro e fazendo movimentos verticais, como se fosse balançar o carro mesmo. Se o carro descer e subir mais de duas vezes, é sinal que o amortecedor pode estar comprometido;
- Teste todas as luzes do carro: faróis, setas, luzes internas, pisca-alerta.
- Dê uma volta no carro, veja se a embreagem e o câmbio estão fazendo algum tipo de barulho, se estão muito duros ou muito moles. Não são condições desejáveis;
- Ouça o barulho do motor do carro. Isso com certeza não é conclusivo, mas por incrível que pareça, é fácil questionarmos se existe algo errado quando ouvimos um barulho que não estamos acostumados a associar ao funcionamento de um motor, como uma peça batendo, por exemplo;
- Se possível, obtenha o RENAVAN e o CPF do proprietário, e veja se existem pendências de multas e impostos. Isso é possível neste endereço aqui (pra quem não é de São Paulo, basta procurar o endereço do Detran do seu Estado);
- Se quiser, leve um mecânico de sua confiança para ver o carro com você. Embora a loja ofereça a garantia de motor e câmbio, isso não impede que algo que precise ser trocado simplesmente não seja porque possivelmente não dará problemas em três meses.
Depois de tudo isso, fui para a mesa de negociação, e aqui gostaria de dar uma dica pra quem for comprar um carro um dia. Nunca pense que você vai conseguir ganhar alguma vantagem da concessionária. Eles SEMPRE ganham, e você SEMPRE perde. O máximo que você pode fazer é minimizar os efeitos de ambas as constatações. E foi o que tentei fazer. Consegui pagar o preço de tabela, pedindo que ele trocasse tudo que estava mal conservado ou ruim na aparência do carro. Por força de lei, a loja me oferece 90 dias de garantia sobre peças do motor e do câmbio, e fiz questão de deixar claro que sou chato o suficiente para levar o carro em uns dois mecânicos e que se algum deles achasse algo estranho, eu voltaria lá. Depois de tudo acertado, o carro era meu.
Comprei o carro numa segunda-feira, e o vendedor me garantiu a entrega na sexta. Uma etapa importante é deixar todos os acordos feitos durante a negociação registrados, seja no contrato de compra e venda do veículo, seja em um documento à parte assinado por ambas as partes. Assinamos os papéis, e comecei a dar entrada da documentação necessária para a liberação do meu empréstimo no banco - afinal, eu precisava pagar o carro. E ai começaram minhas dores de cabeça, a tal ponto que pensei em desistir de comprar o carro, de tão grandes que eram as barreiras burocráticas.
Ficar sem escrever é um sentimento irônico. Você se sente mal porque vê seu filho abandonado por vários dias, mas também tem consciência que não está com um pingo de criatividade para escrever qualquer coisa. Este post é fruto de um impulso teimoso.
Resumidamente, os últimos dias têm se resumido a Olímpiadas, trabalho e assuntos sentimentais. Tirando os jogos, os demais estão muito bem, obrigado. Diferentemente do esporte brasileiro, minha vida caminha para a frente, e estou muito feliz por saber que não sou um homem que comemora derrotas.
Não tenho do que reclamar. Pretendo terminar a série de posts sobre como comprar um carro, escrever mais algumas coisas, voltar a tocar violão. Retirei minhas ações da bolsa porque cheguei ao limite do que me permito perder. Mas continuo de olho pra ver quando começa a subir de novo. Descobri uma nova rádio na internet que é fantástica. Pena que meu trabalho bloqueia streaming.
Minha mãe é uma cozinheira de mão cheia. Não estou puxando o saco dela não - é verdade mesmo, ela cozinha bem demais. Uma de suas especialidades é fazer bolos, dos mais variados tipos, jeitos e gostos. Particularmente, os melhores bolos que já comi na vida não são de nenhuma loja especializada em tortas e doces. Minha mãe é fantástica.
Ainda sobre o aniversário do boiolinha menininho da casa da frente, a mãe do guri encomendou um bolo com minha mãe. Ela passou a manhã toda de sábado preparando o pedido que ficou muito bom. Qualquer confeitaria cobraria, no mínimo, R$150 por uma receita equivalente à que minha mãe fez. Obviamente, descontado o fato que ela não é nenhuma profissional, uns R$100 ficaria de bom tamanho. Mas, na hora que falamos para minha mãe cobrar o pedido, ela ficou toda tímida, envergonhada, achando que era uma ofensa cobrar por aquilo, já que ela fazia porque gostava.
Eu fico puto quando ela faz isso (não é a primeira vez), mas respeito a opinião dela. Afinal, é ela que está fazendo e não eu, então cada um que dê valor às suas atitudes. Mas ela sabe que não acho justo ela se matar de trabalhar - e fazer um serviço melhor que uma profissional - para não receber nada em troca. Talvez pelo fato de viver muito tempo longe da cidade do interior, minha mentalidade já tenha se adaptado à realidade de que ninguém vem ao mundo pra fazer caridade. Exceto minha mãe.
Não vou dizer que sinto falta dessa inocência, dos tempos que os vizinhos pediam farinha emprestado, essas coisas. O que é justo não muda independentemente da época ou da situação. Daí, fico pensando se estou materialista demais, querendo ganhar sobre tudo e todos, ou se estou correto porque cada ação nossa tem um valor que deve ser respeitado.
Essas situações paradoxais estão começando a me divertir. Minha mãe está certa, mas também está errada.
Sábado estava na casa dos meus pais. Dia dos Pais não poderia ser de outra forma. Coincidentemente, o filho da casa da frente estava fazendo aniversário. Festa, criançada, bolo, choro de tombo no chão, balões (ou bexigas, eu conhecia como bexigas). Tudo que uma festinha pode ter. Até chegar o serviço de animação de festas da cidade do interior.
Aquele super carro mil-novecentos-e-guaraná-com-rolha com os vidros pretos e a lataria toda coberta pelos adesivos da propaganda da empresa. E a música num volume ensurdecedor. Só por isso mereceria meu rancor (de leve). Mas isso não era suficiente para eles. Insistiram e colocaram Xuxa… XUXA!!! Eu ODEIO Xuxa! Consigo odiar essa maldita muito mais do que carro branco. Dou graças a Deus todos os dias por não ter minha infância traumatizada por essa comedora de criancinhas (sacaram?).
Mas essa tortura psicológica me fez perceber uma coisa: os tempos mudaram, definitivamente. Quando aquela musiquinha maldita Parabéns, parabéns, hoje é seu dia, que dia mais feliz começou a tocar, a criançada quase saiu correndo de medo. É um fato consumado, as crianças não gostam mais do modelo loira-burra-apresentando-desenhos. Agora, foi só começar a tocar A eguinha e o cavalinho, eles nunca andam só que tudo mudou. A meninada entrou em êxtase. E eu estava quase chamando a polícia.
E a saga continua. Com minha lista de carros na mão, comecei a ponderar sobre as vantagens e desvantagens de cada um. E antes que essa série de posts termine, gostaria de deixar claro uma coisa: cada pessoa tem um gosto e uma preferência diferente para carros. O que é feio para mim pode ser lindo para outra pessoa, assim como o carro mais legal da minha lista pode não ser o top 1 da lista de muitas pessoas. Se você não consegue entender esse conceito, aconselho estudar um pouquinho sobre o verbete liberdade.
Eu tentei tirar fotos de todos os carros que vi, mas não consegui. Primeiro, porque sou um esquecido de marca maior, e simplesmente não tirei a câmera do bolso enquanto estava vendo o carro. Só me lembrava quando estava longe, e eu não voltaria só pra tirar fotos do carro. Depois, porque a lista nem ficou tão grande assim: tinha apenas três carros.
O primeiro era um Corsa 1.0 1999. O carro estava um pouco acima do valor de mercado, mas aparentava estar todo em ordem. Tirando algum risco aqui ou um amassado ali (esperado de um carro seminovo), estava até interessante. E foi exatamente este o problema dele: estava estranhamente interessante. O carro passava a impressão que não tinha problemas, mas não senti firmeza no seu olhar. É um sentimento absolutamente rídiculo, inexplicável e até certo ponto idiota. Mas é exatamente o que pode descrever o que aconteceu: não fui com a cara do carro. Fora que, dos três que estavam na lista, esse era o mais caro.
O segundo foi uma grande surpresa pra mim, e um paradoxo. Supresa porque o carro era de 2001 e não possuía um arranhão sequer. Nada. Absolutamente nada. Intacto. Esteticamente, o carro estava perfeito. Ou melhor, quase perfeito. Porque ele é branco! BRANCO! Eu ODEIO carro branco. Mas desse, especificamente, eu gostei. E aí vem a explicação do paradoxo. Me rendi aos encantos de um carro branco…
Ainda assim, ele estava no segundo lugar da lista por razões mecânicas. Por ser um veículo com 7 anos, ele estava muito rodado. Seu odômetro marcava 145 mil quilômetros, o que dá uma média de mais de 20 mil km/ano. É uma marca considerável. Além do fato que, hoje em dia, os motores dos carros são projetados para rodarem por aproximadamente 200 mil quilômetros. Depois dessa marca, inúmeros fatores contribuem para sua longevidade (ou não), entre eles a maneira de dirigir do motorista e as condições nas quais o carro foi utilizado. Por isso, ficou pra trás.
A primeira opção da lista, paradoxalmente, era um carro que eu não vi. Isso mesmo, o carro número 1 era apenas uma concepção até aquele momento. Me interessei pela descrição do carro dada pelo vendedor: ano 2000, com 77 mil km, única dona. Por ser um carro de mulher, possivelmente deveria ser mais conservado (exceção feita à embreagem hehehe). O preço dele era exatamente o que o mercado dizia ser justo, e as garantias da loja também eram atraentes.
Mas eu ainda precisava ver o carro. E disso falo no próximo post.
Diante de tantas frustrações com carros legais e seguros caros, resolvi inverter a tendência. Fui procurar quais carros tinham o seguro mais barato para minha faixa etária. Assim, com uma marca e um modelo em mãos, poderia filtrar de forma mais eficiente minha busca por um veículo automotor.
Acabei descobrindo o ranking informal dos carros com seguros mais baratos para minha idade, na visão das seguradoras de Campinas. E fiquei surpreso por notar que minha visão caipira interiorana estava me cegando diante dos fatos. A lista é bem diferente do que eu imaginei, e é a seguinte:
Chevrolet
Ford
Fiat
Volkswagen
As outras marcas não pesquisei por não terem carros legais na faixa de preço que estou disposto a pagar. Sinceramente eu achava que Volkswagen era mais barato do que os outros, porque tem Gol pra todo lado que você olha. O mesmo argumento é válido para os Fiat Uno. Só que o contra-peso das seguradoras é que o Gol é um carro com alto índice de sinistros, enquanto que o Uno tem peças muito caras. Faz sentido, e tem estatísticas.
Ainda assim, o seguro do carro mais barato da Chevrolet encosta nos R$1500/ano. É um valor considerável, principalmente porque não se trata de um carro com muitos acessórios e/ou diferenciais. Entretanto, é o que me cabe no bolso, e por isso fui à caça de um Corsa. Para isso, chamei um amigo e pedalamos pela cidade, parando nas principais concessionárias. Pedalei incríveis 26km em um dia! Parece pouco? Pega a bike e sai pedalando pra ver o quanto é fácil.
Depois de olhar vários carros, deu pra montar uma lista de prioridade de compra, baseada em alguns pontos que analisei de todos os modelos. Outra hora escrevo sobre eles.