lucas(eumesmo): te invejo ! Cessel: Neste caso, aquece-se, dorme-se e come-se. Aí... Breno: Divertir-se? Caroline: Ah, não desanime. Eu mesma só aprendi a nadar... Breno: “O Breno […] disse que eu tenho”…...
Odeio escrever por obrigação. Escrever com tempo contado, com hora marcada para acabar. Odeio produzir algo no qual não estou concentrado. Odeio ter que me concentrar forçadamente para produzir algo. Odeio escrever por moedas, vinténs que nada têm. Odeio passar a noite fazendo algo que não me dá prazer, mas daria se eu o quisesse como a quero bem. Prefiro olhar para o céu.
“Se conheces os demais e te conheces a ti mesmo, nem em cem batalhas correrás perigo; se não conheces os demais, porém te conheces a ti mesmo, perderás uma batalha e ganharás outra; se não conheces a os demais nem te conheces a ti mesmo, correrás perigo em cada batalha”. (Sun Tzu - A Arte da Guerra)
Uma amiga estava reclamando dos homens (pra variar). Disse que ultimamente está difícil encontrar um que não tenha medo dela. Sim, medo. Segundo ela, sua presença intimida os manés, que acabam não se aproximando dela. Eu já tinha lido sobre isso em algumas revistas e matérias de jornal. Segundo os especialistas (existe especialista em mulher?) o novo papel que a mulher assumiu nos últimos anos - comandam suas próprias vidas, independentes, inteligentes, bem sucedidas - acabou por distorcer a hierarquia tradicional da relação macho-fêmea. Nesta, a fêmea tem a função de procriar e cuidar da prole, enquanto o macho luta pelo alimento e pela sobrevivência de todos. Não é mais incomum ver mulheres em cargos de alto comando, ou responsáveis por vários funcionários, inclusive homens. Já não são poucos os casos de sucesso de mulheres que investiram em seus próprios empreendimentos, e hoje constituem empresas de reconhecimento nacional e internacional. Se é assim, qual o problema então? Os homens sempre foram devagar. E, diferentemente das mulheres que lutaram para mudar sua posição na sociedade, os homens não estão nem aí para isso (serem lerdos). Quantos amigos seus já não esqueceram data de aniversário de namoro, casamento ou algo do tipo? Quantos homens você conhece que dão flores? O mais hilário é o indivíduo que, quando nota que precisa agradar sua companheira, compra um liquidificador pra ela. Até quando os homens vão deixar de perceber que estas mulheres, rotuladas pela sociedade, nunca deixaram de ser mulheres, no sentido de que também merecem atenção, carinho e tudo o mais que qualquer outra quer e precisa? A diferença talvez seja que aquelas brincadeirinhas idiotas entre adolescentes, ou aqueles apelidos enjoativos entre namorados (docinho, chuchuzinho, morzinho, mogueco e afins) já não são mais necessários - pelo contrário. Estas mulheres não deixaram de ter sonhos porque têm carros, ou porque moram sozinhas… O tempo passa, as crianças crescem, e o jeito de brincar também. O jogo mudou, as regras mudaram. E viva o darwinismo social, que separará os mais aptos a lidar com este mundo novo daqueles que insistem em comprar uma geladeira para a esposa.
Os três assuntos mais procurados no google: - Deus; - Ipod; - Iphone; 1) Será que Deus trabalha para a Apple? 2) Será que Deus tem um Ipod? Se tiver, será Shuffle, Mini, Nano ou Vídeo? 3) Será que o Iphone de Deus tem sinal, mesmo sendo da AT&T? 4) Será que o Ipod é Deus?
“Portanto, quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática, é como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas ela não caiu, porque fora construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve essas minhas palavras e não as põe em prática, é como o homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, e ela caiu, e a sua ruína foi completa!” (Mateus, 7,24).
O mesmo vento que empurra para novos horizontes pode trazer uma tempestade. O mesmo sol que seca as roupas e as lágrimas pode também queimar. A mesma noite que pode embalar sonhos também pode trazer pesadelos. De fato, não são as condições externas que interferem na nossa vida. O segredo talvez seja saber reagir a cada situação da melhor maneira possível. Sem criar fantasias a respeito do que vai acontecer, ou de como esta ou aquela pessoa irá reagir. Mas também sem agir como se não houvesse sentimentos em cada momento de nossa vida. Esse meio termo entre uma ponta e outra da situação não é fácil de encontrar, e na verdade pouquíssimas o encontram. Pessoalmente conheço três ou quatro pessoas que têm este dom - sim, é um dom. E, sinceramente, a maioria das pessoas não está pronta para lidar com ele. Assim como poucas pessoas estão prontas para descobrir que a vida é muito simples, e que é a gente que a complica. Com a correria dos novos tempos, não sobra tempo para descobrir que o tempo não pára, e que o complicamos demais ao invés de simplificá-lo. É, moça, você tem razão.
É por isso que eu gosto de perder alguns minutos por aqui. Além de conseguir expressar coisas que não dá pra falar com ninguém, o tempo que dedico para este canto faz com que o dia passe mais rápido. A ansiedade por esperar uma manhã chegar, a hora do almoço que permite ler algumas coisas, escrever outras. A noite que me permite fazer algumas experiências, mudar algumas coisinhas. Passei o dia pesquisando por isto. E fico feliz por ter dado certo. Pra comemorar, uma música do filme “60 Segundos”. Filme muito bom, de uma das paixões da minha vida: carros.
Apesar de ainda estar impressionado sobre como as pessoas são condicionadas à sua própria rotina (ainda tem gente pegando leite no lugar de café), hoje tive uma surpresa. Minha companheira de trabalho contou-me que namorara durante 7 anos com um rapaz, já estava noiva e ia se casar. E simplesmente mudou tudo, terminou com ele e começou uma vida nova.
Isso não seria nenhum absurdo, principalmente pela idade dela (23 anos). Mas o que me chamou a atenção é que ela também vem do interior - assim como eu - e nestes lugares é relativamente comum namorar desde cedo, desenvolver um relacionamento longo e casar-se. Mas ela teve coragem para mudar esta situação.
Ainda, coragem legitimada pois terminou seu noivado porque percebera que ele não era a melhor escolha que ela poderia ter feito. Até alguns anos (e ainda hoje, em alguns casos) as mulheres se submetiam a algumas situações para não terem a “imagem” afetada. Apesar de gostar muito dele, e mesmo depois de tudo que viveram, não hesitou.
Arriscar-se em novas águas nunca é tardio. Às vezes dá a impressão que temos que seguir uma receita de bolo da nossa vida - cada pessoa tem a sua versão que, basicamente, consiste em crescer, conseguir um meio de se sustentar e arrumar uma companhia. E, curiosamente, tudo isso tem prazo, como se esticar ou encurtar alguma destas etapas (ou mesmo não cumpri-las) fosse algo artificial, proibido.
Estamos sujeitos a fazer escolhas erradas durante nossa vida. Por mais que admitamos, nem sempre acertamos. Mas daí, achar que está tudo perdido? O caminho que tomamos não tem volta, é fato. Mas quem disse que ele é o único? E não estou falando do início dele, lá atrás. Falo de agora, neste instante. O que nem sempre temos claro é que, como autores, diretores e protagonistas de nossas próprias vidas, temos o poder de dizer quando as coisas começam e terminam.
Engraçado como as pessoas são condicionadas a determinadas situações. Se, por um lado, os avanços tecnológicos trouxeram conforto e praticidade para o dia-a-dia, por outro está contribuindo para a formação de pessoas mentalmente preguiçosas, incapazes de parar um segundo que seja para ver o que está à sua volta. Hoje na empresa está acontecendo uma situação hilária. As máquinas de café que temos nos corredores possuem quatro opções de bebidas (café, leite, café com leite e achocolatado). Como são máquinas antigas, ainda têm algumas alavancas que fazem a dosagem da quantidade de mistura de cada bebida. Algumas destas máquinas estão passando por uma manutenção, assim como todo o prédio. E, nesta vistoria, trocaram uma alavanca de lugar - a que antes dosava o café agora mede café com leite, e vice-versa. Colocaram avisos perto das máquinas, e mandaram emails na rede corporativa. Mesmo assim, sentado cinco minutos na cantina pra tomar um café, dei tanta risada que me fez pensar quando me diverti tanto nos últimos dias. Várias pessoas levavam os copinhos na boca, e saíam resmungando “Que porcaria é essa?”, “Quem foi o esperto que sacaneou a máquina do café?”, entre outras coisas hilárias. É incrível a incapacidade (entenda-se preguiça) de ler um aviso que está um metro ao lado da máquina. Daí: a expressão “burrinho de leiteiro” nunca fez tanto sentido; se isso acontece com o café, imagina com tantas outras coisas da vida? Depois as pessoas reclamam que a vida é uma rotina, que nada muda. Lógico, quem constrói a rotina não é a vida, são as pessoas que estão de passagem por ela.
“E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso”.
Cinza. Cor do céu que não representa a cor do dia. Mesmo em se tratando de uma segunda-feira. Desta vez, o homem do tempo acertou. Hoje é o típico dia que percebe-se o quanto o mundo girou, e você nem percebeu. Aliás, essa falta de atenção com a vida é uma das atitudes que acaba tornando a mesma um pouco monótona. Por um lado, esta análise acaba revelando que você amadureceu, e hoje interpreta a vida de uma maneira diferente, mais consistente. Seria como um compositor, que melhora a qualidade de suas notas a cada canção. Em contrapartida, essa mesma visão entrega o tempo, a passagem dele e seus efeitos na cor do seu cabelo, na elasticidade que já não é mais tão grande, no fôlego de garoto que insiste em desaparecer.
“Tudo o que tens é apenas um momento: agora. No final, some todos eles, e terás uma vida”.
Não é poético não. É filosofia de bar, literamente. Está escrito na entrada de um barzinho em minha cidade. Segundo o dono, a mensagem é simples: viva hoje, porque não se conhece o amanhã. Claro, pague a conta hoje também, pela mesma razão. No fundo, é uma ironia beirando à realidade.