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Holofote

As luzes estão se apagando.
Depois de quase 5 anos, estou conhecendo a sensação de que todos falam, e nunca acreditamos: “um tempo que não volta mais”. É um misto de saudosismo piegas com uma constatação dura. Deixamos a imaturidade e a infantilidade para trás e nos deparamos com o mar aberto, convidando-nos a navegar a toda força.
Feito um balanço (simples) destes últimos anos, o lado do aprendizado é mais forte que dos erros, ainda que um esteja intrinsicamente ligado à existência do outro. Sim, as lições mais importantes, aquelas que realmente se leva para a vida, são as forjadas no suor, sacrifício, dor, algumas brejas na cabeça e risadas dos amigos. Sem nenhum artifício dramático, um pouco de sofrimento é necessário para que se dê valor aos momentos em que ele não existe.
Essa semana, chamou-me a atenção uma frase, no almoço de segunda. “E adiantou? Tanta coisa você fez para que tudo desse certo, e no fim das contas, aqui está você”. O que ele não entende (ou não sabe) é que deu certo, apesar de tudo. É verdade que sinto falta de uma certa inocência em minhas atitudes e pensamentos de vez em quando. Mas nada paga o preço da lucidez em uma terra de alienações.
Há coisas que não se aprende numa sala de aula. E estas são as que realmente levarei para o churrasco de encontro de turma daqui a 5 ou 10 anos. Afinal, depois que inventaram isso, muitos dos nossos problemas foram simplificados. Ainda que a questão seja dar a martelada no lugar certo.


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