nov

30

Curta

“O casamento é a causa número 1 para o divórcio.
Estatisticamente, 100% dos divórcios começam com o casamento”.
(Dizem que é do Veríssimo, não consegui confirmar).

nov

30

Destinos para o Ano Novo (2)

Agora embalei em pesquisar lugares para recepcionar 2008. Conversei com algumas pessoas, e mais sugestões foram dadas, as quais repasso neste blog. Afinal, toda sugestão é bem vinda, mesmo que não seja aceita.

Cidadezinha do interior: essa é para aqueles que vivem nas grandes metrópoles, e que passam o ano todo no trânsito caótico, no stress do trabalho, e que não aguentam mais barulho. Por que não ir para a casa daquele primo que mora em Fimdomundópolis*? Ou mesmo aquele hotel fazenda com duas piscinas, sauna, salão de jogos, cavalos, porquinhos, galinhas? Encontrar tranqüilidade e sossego no ar despoluído do sertão.
Vantagens: quebra a rotina. Afinal, se você se estressa o ano todo, mudar de ares é uma alternativa legal. Curtir algo diferente, mostrar para seus filhos que existe vida além do PlayStation, e que o leite não vem daquela coisa branca chamada geladeira.
Desvantagens: programa recomendado para pessoas com idade mental acima de 60 anos (não é meu caso). Os que tem filhos vão passar todo o feriado ouvindo-os resmungar porque estão longe do PlayStation. Sua mulher provavelmente vai ficar buzinando na sua cabeça que não consegue ficar longe de casa muito tempo, e vai te encher o saco pra voltar o mais rápido possível. Isso sem contar que, se você realmente mora em um grande centro urbano, voltar para casa no final do feriado vai te causar tanto stress na estrada que você vai esquecer rapidinho a tranquilidade do sertão.

Festa nas piscinas do clube: programa típico do representante pé-vermelho. Quem mora em Fimdomundópolis tem como opção ir ao Reveillón do clube ou à Igreja (ver abaixo). Escolher as piscinas é optar por aquela festa com bebida à vontade, uma bandinha tocando músicas pop, as mesmas pessoas de sempre. E quando chega a contagem regressiva, estourar uma Sidra que está quente na sua mesa.
Vantagens: pra quem adora uma rotina, não há nada melhor. Ver o mesmo clube de todo fim de semana, com as mesmas pessoas de todo o fim de semana. E tem gente que diz que não sabe viver sem isso.
Desvantagens: tecnicamente, ano novo = vida nova. E isso significa evoluir, de alguma maneira. Nem que seja começando por não freqüentar os mesmos lugares de todo fim de semana. Além disso, muito provavelmente você vai encontrar uma amiga sua com a mesma roupa que você.

Igreja: a outra alternativa da cidade do interior. Esperar o ano novo em contato com o espiritual, buscando paz interior e perdão para todas as merdas de 2007.
Vantagens: se o Armageddon chegar, você está no lugar certo. Assitirá da primeira fila.
Desvantagens: se o Armageddon realmente chegar, tá ferrado: você será um dos primeiros no julgamento.

Balada: você é solteiro, mora sozinho. Sua família está longe e seus amigos todos estão em situação semelhante. Por que não curtir aquela balada da melhor boate da cidade, que sempre tá lotada de gente bonita e interessante? Provalvemente a festa será open bar, você conversará com vários(as) gatinhos(as), dará uns amassos e talvez acorde em algum motel no dia 1.
Vantagens: melhor do que ficar sozinho em casa dividindo o wisky com o porteiro. Além disso, ao acordar no dia 1, pode ver que começou 2008 muito bem acompanhado(a).
Desvantagens: você com certeza não é o único solitário na balada. Em outras palavras, é um grande encontro de pessoas que vão para a balada muito provavelmente porque não têm ninguém. Corre o risco de começar a conversar com a menina, e ela despejar todas as tristezas de 2007 em cima de você. Ou pior: acordar no dia 1 e ver que deveria ter tomado bem menos tequila.

Ainda estou aceitando sugestões.

*Termo tirado daqui.

nov

29

Destinos para o Ano Novo

Não recebi muitas sugestões de Reveillón. Acho que não sou o único perdido para o 31/12. Assim, saí à caça de alguns destinos que poderiam ser interessantes. Sempre é mais fácil escolher a partir de opções. Sendo assim, segue-se uma lista de lugares que poderiam ser considerados para o fatídico dia:

Casa da tia: também conhecido como reunião do clã, na qual sempre tem aqueles pestinhas que ficam correndo a casa toda, aquela tia chata que não pára de falar e um pernil assado sobre a mesa. Todo mundo tem uma dessa, que pode não necessariamente ocorrer na casa da tia. Algumas famílias mais tradicionais se reúnem na casa da matriarca (avó), o que dá na mesma.
Vantagens: comida e bebida geralmente fartas, o que permite começar o ano novo com dor de barriga e bêbado.
Desvantagens: quem disse que passar o ano novo com dor de barriga é bom? Além disso, reunião de família sempre acaba em briga, porque é lógico que ali nem todos se amam, apenas mentem muito bem (ou não).

Praia: pegar suas coisas, descer a serra e curtir o Reveillón à beira-mar, vendo aquela queima de fogos bonita e respirando aquele ar cheio de pólvora e fumaça depois. É um dos destinos preferidos para os solteiros recepcionarem o ano que chega. Se aproveita daquele clima-padrão de festa e curtição que uma praia tem, associado à bebedeira típica da data.
Vantagens: pode ser um programa interessante. Geralmente, ninguém vai vestido de calça e camisa na praia, e nenhuma mulher vai de vestido de gala ver a queima de fogos na orla - ou seja, tudo fica bem mais interessante com a combinação *muito álcool + pouca roupa*. Além disso, não se vai à praia sozinho, o que implica que provavelmente seus amigos estarão lá, e festa com amigos é muito bom.
Desvantagens: pode ser um programa caro. Pra quem mora longe do litoral, principalmente. Além disso, quase todo mundo tem a mesma idéia, e vai sempre para o mesmo lugar. Afinal, praia não é tudo igual, e as melhores estão absurdamente cheias nessa época do ano. Outra coisa: se seus amigos têm namoradas/esposas, pode se tornar um dos programas mais tediosos do mundo.

Churrasco na casa do Fulano: você tem aquele camarada, amigo do peito pra todas as horas. Ele vai dar aquele churrascão pra comemorar o Reveillón, e te convidou. Afinal, você é um dos melhores amigos dele. Carne à vontade, cerveja gelada e provavelmente muitas pessoas que você nunca viu na vida. Na hora da contagem regressiva, todo mundo pegará seu copo, brindará como se conhecem-se há anos, cumprimentarão uns aos outros e talvez até role um romance inesperado.
Vantagens: se existem vários amigos da sua turma, é uma excelente oportunidade pra beber e falar besteira. Partindo do pressuposto de que um amigo que dá um churrasco provavelmente não tem namorada, a chance dessa festa ter várias mulheres interessantes é alta, o que implica num ambiente absolutamente agradável para recepcionar 2008.
Desvantagens: quase ninguém tem um amigo que banca um churrasco.

Na casa do(a) namorado(a): você já passou o Natal com sua família. Agora, é a hora de passar o Reveillón com sua outra família. Vocês são um casal, e nada mais correto do que passarem os primeiros minutos do ano que se inicia juntinhos. É sua companhia preferida, a pessoa que te entende em todos os momentos. Aquele(a) que você quer do seu lado.
Vantagens: ?
Desvantagens: inúmeras, e incontáveis. Com certeza você passará sem seus amigos, com os quais pode falar palavrão e beber pra cacete sem que ninguém fique falando “você tá bebendo demais!”. E, no fundo, amores vêm e vão, mas os amigos… quase todos também, mas alguns poucos e bons sempre ficam.

Sozinho em casa assistindo a contagem regressiva da Globo: nada como a paz do seu lar, sua coleção de músicas de 1972, seu computador com internet banda larga, e seus amigos do msn. Afinal, pra que ficar se cotovelando num salão ou em uma praia, passar raiva com aquele bêbado que fica te enchendo o saco ou mesmo fingir que conhece um monte de gente só para parecer legal? Além disso, você não precisa dividir aquela garrafa de wisky 12 anos com ninguém - no máximo dar um gole para o porteiro, que está trabalhando e não pôde passar o ano novo com a família.
Vantagens: nenhuma.
Desvantagens: todas as possíveis. Em resumo, se mate. Você não tem família, nem amigos nem coragem pra viver a vida. Você não a merece, essa é a verdade.

nov

26

Pular 7 Ondas

Daqui a pouco é a hora das famigeradas resoluções de fim/início de ano.
Eu me lembro de algumas que fiz para 2007. Entre elas, a principal era correr a São Silvestre. Não riam, eu quase consegui. Corri uma prova de 10km em setembro, e ia me preparar pra correr 15km em dezembro. Mas, com o perdão do trocadilho, a correria do final de ano não me deixou tempo para treinar adequadamente.
Para o próximo ano, estou fora desse exercício de adivinhação. Primeiro, porque que nunca dão certo. Segundo, por convicção não estou planejando o futuro nem em dias, quanto mais de um ano todo. Terceiro, encarar as situações conforme elas acontecem é bem mais divertido.
Óbvio que isso não impede que eu tenha planos e objetivos. Quero um celular novo, meu curso de inglês e outras coisinhas. Mas não vou viver desesperado atrás disso não. Afinal, preciso compensar os cinco anos que vivi me estressando por causa da faculdade.

PS: estou aceitando sugestões para o Reveillon.

nov

26

Alta Expectativa

A Bússola de Ouro.

nov

22

Música, jornalismo e Sokowski

Música poderia ter sido minha vida. Comecei a tocar violão tarde, com 12 anos. Mas com 14 já brincava com instrumentos musicais com muita facilidade. Tive a chance de tocar com profissionais, já me dei ao direito de sonhar em viver apenas tocando o que gostava e rodando o mundo. Mas daí percebi que não passava apenas de um cara dedicado, com uma voz que definitivamente não conquistaria multidões. Nem pequenas platéias. Nem ninguém.
Mas não parei de estudar. Hoje me orgulho de ter um conhecimento de música que muitos acham que tem e estão por aí vendendo CDs. Obviamente, sei muito menos do que queria, e do que muita gente já sabe.
Jornalismo poderia ter sido minha vida. Cresci mentalmente falando dentro de uma redação de jornal de interior, daqueles que saem uma vez por semana. Se não tinha a correria dos grandes tablóides, tinha ainda um certo romantismo velado, sustentado por pessoas que tinham seus ideais e lutavam por eles.
Lá aprendi sobre música, português, literatura, romance, amizade. Aprendi a respeitar as pessoas, mas não deixar de ser respeitado. Aprendi a conviver com o fato de que podem existir muito mais pessoas que conhecem você do que você as conhece. E, particularmente, é bem legal isso. Ainda que tenha o lado negativo de você nunca conseguir controlar exatamente o que é verdade ou não sobre você.
Mas não foi jornalismo. Não foi música. E daqui a menos de um mês é minha formatura.
Hoje fui pegar o terno.
E não é que eu fico bonitão! Orgulho da mamãe…

nov

22

Enologia

Estava lendo sobre o processo de fabricação do vinho.
A uva não pode ser muito madura nem muito verde. Tem que estar no ponto certo. Uma vez colhida, deve ser limpa e seu caule retirado, para então ser colocada para fermentação. Existe um tempo certo para cada tipo de uva, e mesmo para uvas do mesmo tipo às vezes há tempos diferentes, dependendo da colheita.
Depois, o vinho é colocado em barris para envelhecer - e daí vem a expressão “quanto mais velho, melhor”. O vinho novo é mais forte, mais intempestuoso, provoca paixões e ódios quase que na mesma proporção e intensidade. Deixa marcas em quem o consome, que nunca o esquecerá, seja pelo seu gosto bom ou por seu amargor.
Entretanto, conforme vai envelhecendo, o vinho perde sua rigidez, passa a ser mais suave, com sabor tão intenso quanto antes, porém mais agradável ao paladar. E conforme passam os anos, aquela garrafa vai se tornando cada vez mais valiosa.
Sorte é ter alguns amigos que são como essas garafas de vinho. Que suportaram os momentos de juventude, e que hoje estão “maduros” ao seu lado.

nov

18

Cineminha

Ontem assisti esse filme. É excelente. Consegue fazer uma leitura muito próxima da realidade do que está acontecendo hoje. É engraçado se reconhecer nas pequenas atitudes de ambos, e ver que estas pequenas coisas acabam minando um relacionamento.
É duro admitir, mas a realidade é que cada vez mais nos comportamos como estes dois aí em cima. E mais paradoxal ainda é saber que fazemos isso - conhecer nossos problemas, defeitos e fraquezas. E ainda assim sempre acabar no ponto da convivência insuportável.
A cena que ele dorme no sofá é impagável.

nov

18

Vampiros

Como pode existir pessoas que vivem tão fora da realidade? Quero dizer, cada um tem sua própria visão da realidade, sua interpretação particular de tudo o que acontece à sua volta. Agora, ainda que todos sejamos únicos e diferentes, essas visões provêm de um certo padrão. E do qual existe um certo desvio-padrão tolerável.
Mas algumas pessoas simplesmente ignoram isso. Não que seja errado - quem tem o poder de julgar o que é certo ou errado nisso? Todavia essa “liberdade” não pode implicar em ofender o próximo, sob qualquer circusntância ou natureza. Se a sua escolha é viver nesse mundo “paralelo”, boa sorte pra você, seja feliz. Agora, não queira fazer com que todos façam parte da sua paranóia, ainda mais se esta implica em sofrimento para outros que não você.
É o tipo de gente que acha que o mundo gira em torno de si, que não reconhece o valor das pessoas, que faz de tudo para diminui-las. Faz sempre aquilo que lhe convém, para seu próprio interesse, sem pensar nos outros, nas conseqüências que esses atos trarão aos outros. É aquele que suga todas as energias daqueles que estão próximos, sem sequer pensar em retribuir isso um dia - mesmo que o que tenha ganhado tenha sido livre de interesses.
Aos poucos a gente se livra de gente assim, fica sossegada.

nov

15

Ressonância

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”
(I Coríntios 13,11)

O significado das coisas mudou. E modo pelo qual observa as mudanças que ocorrem ao seu redor também. Harder, stronger, faster. Todos têm uma escolha, mesmo que tudo aparente o contrário. E o medo ou a fragilidade da certeza faz com que acredite em coisas que sabidamente são vãs. E, por medo rejeita o novo, pois acredita que não sobreviverá a ele.
Caminha a passos lentos em direção ao abismo do esquecimento. Esquece que existe uma vida fora desse marasmo, porém o passaporte para ela é a coragem. Esta, que pode se manifestar através de um traço genético, uma reação em cadeia, uma atitude desesperada. É que o tempo fez com que se esquecesse de que merece muito mais do que migalhas, ainda que acredite que estas possam-no satisfazer. Ainda que muita gente se satisfaça com elas.
Nasceu para ser forte. Para ocupar seu lugar de direito, precisou passar por várias provas, como um garoto espartano que precisa enfrentar o frio, a solidão e o medo, para que se mostrasse homem perante o exército. Olhou nos olhos dos seus próprios fantasmas. Exorcisou seus demônios.
Viveu experiências boas e ruins. Abriu os olhos buscando a luz da esperança que um dia lhe faltou, e hoje usa óculos escuros para enxergar apenas o que importa. Permitiu que a ambição ocupasse o espaço tanto tempo suprimido. E viu que tudo era bom, mas não descansou.
Para chegar até aqui, precisou de todos os passos, e não apenas do último. Para chegar ao topo da escada, necessitou de todos os degraus, não apenas do último. Entretanto, cada pegada ou cada degrau tem seu devido lugar. E lá deve permanecer. E nunca ocuparão o lugar que um dia já foi deles. Simplesmente porque foi.