dez

28

Consegui! Meu presente de Natal!

Rá! Meu presente de Natal dado por mim mesmo!

dez

28

Colheita

Eu não queria ter dinheiro para comprar ilhas, desfilar em carros luxuosos ou esbanjar com iates, ainda que isso me fizesse muito bem. Não queria ser um dos cem mais ricos do mundo, não preciso de tanto, ainda que tenha descoberto com tanta intensidade a ambição que vive dentro de mim. Eu só queria ter dinheiro para aquilo que gosto, para pegar um avião e ver as pessoas que me fazem bem, e que por agora estão distantes.
Queria chegar em casa e ouvir uma música de qualidade em um aparelho de qualidade (já estou na metade do caminho). Ter meu carro, que não precisa custar mais do que uma casa, mas que também não seja menos do que um copo de café. Ter em minha estante de livros aqueles que eu já li, e conseguir contemplar uma grande quantidade de exemplares, dos mais variados assuntos.
Queria ir para a praia sempre que desse vontade, ainda que eu more relativamente longe dela. Ou senão, tomar um bom vinho com uma companhia agradável, sentados na praia vendo o mar, e divagando sobre as imposições que a sociedade nos coloca. Dançar sem medo de ser ridículo, ainda que o esteja sendo.
Claro que posso tudo isso, diria você. É verdade. Mas qual a graça de fazer tudo isso com as pré-ocupações e pós-ocupações do dia-a-dia?

Espero ter tempo na minha vida para colher as sementes que agora semeio.

dez

28

Lista?

Esta guria me lembrou sobre minha lista de fim de ano em um dos comentários abaixo. Eu nem tinha parado para pensar nisso - e, sinceramente, não faz muita diferença. Este ano serviu exatamente para eu perceber que de nada adianta fazer planos e colocar metas, se as circunstâncias sempre acabam por influenciar nossas decisões naquele momento.
Entretanto, por mera curiosidade e como instrumento de riso para o fim de 2008, parei para pensar e deixar registrado aqui algumas intenções desta nobre alma. Não ficarei frustrado por não alcançá-las, nem farei de minha vida um mar de tristeza porque não cheguei onde “queria”. Porque, na realidade, não estou estabelecendo nada, mas apenas me divertindo com a neurose humana pelo futuro.
Vou voltar a correr. Aliás, esta talvez seja a grande surpresa deste ano que se encerra. Quem me conhece sabe que eu odeio odiava correr, preferia esportes como futebol ou ciclismo. Mas minha bicicleta quebrou, minhas partidas de futebol foram se tornando mais escassas, e meu corpo exigia de mim algo para queimar energia. Contando hoje que corri 10km numa prova oficial de rua, nem mesmo eu acreditaria. Mas corri. Faltou a foto, eu sei. Mas ficará na minha memória aquela linha de chegada. Assim, pretendo investir nessa carreira esportiva. Inclusive, vou até comprar um tênis decente, que não arrebente meu joelho nem minha coluna.
Vou investir na bolsa. Isso é certeza. Eu estou vendo várias pessoas ao meu redor ganhando dinheiro com isso, e não vou ficar para trás. Já tenho um livro sobre o assunto em mira, e assim que terminar o que eu me dei de Natal, começo a estudar sobre essa vida maluca de fazer dinheiro virtual.
Vou aperfeiçoar meu inglês. Eu sobreviveria na terra do Tio Sam, mas isso não basta para mim. Quero poder falar tanta besteira em inglês quanto falo em português. Em 12 meses pretendo tornar os posts estrangeiros mais freqüentes por aqui.
Outras coisas pontuais:
* Vou ao Rio de Janeiro;
* Vou ficar menos no msn (e mais no skype);
* Vou consertar minha bicicleta (e não vou deixar de correr);
* Vou trocar meu celular (já está mais que na hora, ainda que o meu funcione direitinho);
* Vou plantar uma duas árvores;
* Vou mudar o template do blog (com direito a domínio novo e tudo).
Ainda deve ter mais uma centena de coisas que eu escreveria aqui, mas isso já está bom.
Acredito que estarei morrendo de rir daqui a um ano, quando rever este post.

dez

26

Nothing Else Matters

Ao som de Metallica, penso e chego à conclusão de que não importa o quanto você se distancia ou o quanto você pensa que entende sobre os mistérios do céu e do amor. Não importa se você se conhece muito ou pouco, se já sofreu demais ou simplesmente não sofreu. A alegria é a mesma de quando você ganha seu primeiro torneio na escola, ou tira seu primeiro 10.
É por causa de momentos como este que vale a pena começar tudo de novo.
Porque a alegria é a maior recompensa que se pode ter.
Só que, talvez, dessa vez as coisas estejam mais lúcidas (ou menos opacas).
Carpe Diem.

dez

26

Restarting…

Há alguns dias alguém comentou que nem sempre temos a exata noção de que um ano está terminando e outro começando. É como se emendasse tudo, não houvesse uma separação mental dos períodos de tempo.
De certa forma, isso é legal. Representa a continuidade do tempo que insistimos em quebrar em fatias de 12 meses. Mas concordo que não terminar um ano é tão frustrante como a sensação de não tê-lo começado bem.
Este ano tenho a nítida percepção de onde está terminando um e começando outro. Os últimos 12 meses foram cercados de muitas descobertas, realizações, angústias, medos. E boa parte delas acabaram quando me formei - o que significa que a faculdade era a principal causadora dessas insônias. Mas ainda ficaram alguns traços que não se apagaram com a festa de formatura.
Durante os últimos meses estive envolto em uma grande decepção com relação às formas com as quais os seres humanos se relacionam. Em português claro, me deprimia ver como as pessoas mentem e enganam, e como a falta de sinceridade entre elas era gritante. Talvez fosse porque minha busca por respostas acabou encontrando coisas que não encarei com a atenção (ou força) necessária.
Mas agora eu entendo. E dou risada de mim mesmo por 1) ser tão ridículo e enxergar o que estava na minha frente tanto tempo e não percebi; 2) ver que agi como um idiota por tantos meses, enchendo o saco de muita gente que não tinha nada com isso. E essa luminosidade na minha maneira de ver as coisas se deve muito ao fato de simplesmente ter percebido que ainda existe alguma coisa além de House aqui dentro.
De certa forma, isso dá medo - porque os sentimentos não são confiáveis. Mas estou feliz. Bastante feliz. Meu ciclo de depressão e idéias tristes de 2007 se encerrou. E 2008 começará forte, com muitos planos e objetivos, e sorridente como uma bela amizade.
É bom ver que existe vida após 2007. Ah, e essa alegria também se deve ao presente que me dei de Natal (obrigado pela sugestão).

dez

21

Eu tentei não escrever

A cerveja, que deveria vir de várias garrafas e boas companhias, acabou saindo de umas latinhas apenas. Beber sozinho é uma tristeza sem fim. O começo da ladeira abaixo. Mas estava bom.
Assim, sob leve efeito alcoólico, cheguei à conclusão de que deveria fazer um balanço deste ano que está praticamente acabado - ainda que tenha que trabalhar semana que vem. E notei que não existem palavras que sejam suficientemente representativas para descrever esses últimos 12 meses.
Ainda assim cabe a nós, meros mortais, a possibilidade da tentativa. Basicamente, tenho tanta coisa pra escrever que vou acabar esquecendo um montão delas - estas seriam provavelmente recordadas por minhas companhias de mesa de bar que não corresponderam ao convite feito no post abaixo. Portanto, escreverei sobre o que de alguma forma ainda tem (ou não) um significado para mim, e que ao longo de 2007 teve seu desfecho ou início.
Minha formatura já rolou, a faculdade acabou. Sinceramente, muitos vão fazer falta. Alguns poucos vão verdadeiramente fazer falta. Percebi que existem muitas diferenças entre nós, mas estas acabam por completar nosso relacionamento, de tal maneira a torná-lo especial. Talvez pareça promessa de ano novo, mas farei um esforço significativo para manter contato com todos, e com alguns em particular. Afinal, foram até agora os melhores anos da minha vida. E isso não se joga pela janela.
Profissionalmente, aprendi muito mais do que em dezenas de matérias na faculdade, fiz novos amigos e muitos contatos profissionais. Também percebi que meu sucesso depende do meu esforço para ser sempre o melhor, da minha ambição em querer sempre algo a mais, e de estar no lugar certo na hora certa. Na minha carreira, quem se satisfaz com o que sabe/tem não tem espaço para sobreviver.
Além disso, trabalhei durante o ano todo em uma equipe, e estou começando 2008 em outra. Me decepcionei comigo mesmo (pouco) e com meu gerente (muito) por não ter sido efetivado. Digo pouco por mim porque sei que, se dependesse das minhas habilidades e do meu esforço, eu estaria lá. Talvez tenha faltado um pouquinho de esforço da outra ponta em me querer lá. Ou então apenas uma certa dose de esperteza, já que no meu lugar entrará um estagiário - que tem um custo rídiculo para a empresa, frente a um funcionário.
Fiz novas amizades, que se tornaram especiais. Retomei meu blog - algo que adoro fazer e que me ajuda a canalizar muita coisa que não dá pra sair falando, apesar da vontade. Aprendi a gostar de House, assisti a temporada de Heroes (o Peter é foda). Fui no Engenharíadas com minha melhor amiga-irmã, e vi o Caaso perder todos os jogos e pegar todas as mulheres. Logo em seguida, peguei duas gripes power fucker, e quase morri com uma queda de pressão que me fez estrear o cartão do convênio médico. Consolidei minha independência financeira-pessoal-profissional-emocional. Comecei a aprender francês, ainda que não seja um aluno dedicado.
Falando em emocional, a área sentimental teve sensíveis mudanças. Estou completamente recuperado de um tratamento de choque que durante um tempo me fez crer que existia alguém que não sou eu. Feito isso, aquela velha máxima de que o que não nos mata nos torna mais forte fez-se verdade. Assim, está gravado em mim a inscrição que tomei emprestado de Ariela: stronger, faster, harder. Isso se traduz por algumas loucuras, muitas histórias hilárias e algumas situações dignas de filme (o golpe que o diga).
Talvez a única mágoa que fica de 2007 seja uma perda, que talvez não tenha sido total, mas que faz muita falta no meu dia-a-dia. A woman who could make me happy. A girl who didn’t believe me. I tried to do everything right. I was sincere as I’ve never been with anyone. But my words were not trust enought. But I still haven’t found what I’m looking for, waiting on an angel.
E o troféu “Destaque 2007″ vai pra você. Durante todo o ano permaneci descrente das pessoas e suas intenções, tendo até refletido nos meus textos aqui do blog. Fui cético quanto a capacidade das pessoas de serem verdadeiras e verdadeiramente sinceras. Fui um ateu dos sentimentos bons vindos de outras pessoas - todo mundo mente, não é assim? Mas você me reensinou a crer em alguma coisa. A ver uma saída… não nas outras pessoas, mas em mim. No fundo, a desilusão e a tristeza estavam em mim, e não no próximo. E você as levou embora com seu sorriso, sem quase não ter dito nada. É assim que as pessoas se tornam únicas nas vidas das outras, e sua unicidade ainda é algo com o qual ainda não sei lidar. Eu não esperava.
E que em 2008 eu tenha ainda mais controle sobre minha própria vida.

dez

21

Convite

Alguém tá afim de tomar uma cerveja hoje a noite?

dez

21

Deus de Cobre

Os shoppings são os legítimos representantes de todos os sentimentos absolutamente humanos - e de algumas manifestações dos mesmos.
Lá se come fartamente, mesmo que sem vontade, mesmo que sem necessidade. Lá se gasta soberbamente, como a própria soberba pede. Lá se cobiça, como se o mundo existisse apenas ali, numa espécie de alívio das leis e convenções sociais.
Nessa época de Natal, então, é o verdadeiro caos. Tudo é mais lento, mais numeroso, mais custoso, mais brilhante. Quando se precisa descansar a mente (como meu caso, depois de uma manhã estressante em plena sexta de Natal) não existe lugar melhor. O único problema é que uma dessas manifestações humanas toma conta de você depois de um almoço no shopping: a preguiça.
E assim nasce um post em plena três horas da tarde.

dez

21

Ritmo de férias

Os blogs dão uma desacelerada no período de fim de ano. Normal, já que temos uma vida real nos esperando, e estas ocasiões são sempre boas para encontrarmos nossos amigos e familiares.
É estranho apenas passar o dia sem ter que ficar abrindo o Reader de 10 em 10 minutos para dar uma limpada em tudo que chega. E os poucos posts que chegam são os tradicionais “Boas Festas”, ou senão “Estou saindo de férias, volto dia tal”. Eu não vou ter férias (graças à legislação brasileira), portanto estarei aqui quase todos os dias. As exceções são os feriados em si e as vésperas, já que eu também tenho vida, e pretendo aproveitá-la enquanto posso.
Enfim, quem tiver dando uma bobeira pela net, não souber o que fazer, ou estiver cansado de ler as notícias sobre como arrumar a mesa para a ceia de Natal, escreva. Mesmo que seja sobre algo inútil, como este post.

dez

20

OPS

Agora tenho uma coluna na Internet. Sei lá o que isso quer dizer para os outros. Para mim, é um orgulho, uma grande realização. Vou escrever sobre o que gosto, sobre o que me sinto bem ao falar. Vou escrever, e isso por si só já é agradável demais.
Para acessar meu texto, é só clicar na figura ao lado. Aconselho a todos que curtam o site, porque tem muita coisa boa lá. Estava lendo alguns textos, e percebi que a galera tem um excelente gosto e senso crítico.
Mãe, agora eu tenho coluna! :-)