lucas(eumesmo): te invejo ! Cessel: Neste caso, aquece-se, dorme-se e come-se. Aí... Breno: Divertir-se? Caroline: Ah, não desanime. Eu mesma só aprendi a nadar... Breno: “O Breno […] disse que eu tenho”…...
As coisas saíram um pouco da rotina. Esse negócio de conhecer uma pessoa, dela entrar na sua vida assim, sem nem pedir autorização.. isso é complicado. Mexe com sua rotina, com seu dia-a-dia, o obriga a repensar alguns hábitos, a rearranjar alguns horários.
Embora eu também concorde que algumas pancadas que sofremos na vida nos tornam mais desconfiados em relação a sentimentos e relações, é bom perceber que não somos filhos do silício. É impossível fugir deles, e no fundo o gostinho do medo de arriscar é irresistível. Claro que levamos para o próximo relacionamento muitas coisas que aprendemos com os anteriores - e que bom que é assim. Mas nunca um é igual a outro, e não dá pra afirmar que o que começa dará errado porque o anterior deu. A vida sempre nos leva para lugares que não esperamos, e cabe a nós encontrarmos-nos sempre equilibrados perante os balanços que acontecem de vez em quando.
Este mês foi um período de decisões corajosas para mim. Decidi comprar um som novo para meu notebook, decidi comprar um celular novo. Decidi comprar um carro, justo eu que sempre vivi muito bem sem ele. E, a mais importante de todas as decisões, permiti que alguém entrasse na minha vida. Ela apareceu do nada, e mexeu com meu juízo. Ainda que eu seja soberano sobre minhas ações e os rumos que meu barco toma, confesso que foi impossível ficar indiferente a tanta beleza, tanta alegria de viver, tanto carinho transmitido em um olhar.
Todas estas mudanças externas são reflexo de uma mudança interior: viver a vida mais leve, sem me cobrar tanto por todas as coisas do mundo. Afinal, não sou dono dele (nem quero), porque então me preocupar tanto? Estou aprendendo a deixar que as coisas se preocupem por si mesmas. E devo isso a (alguns poucos) amigos que me amam e se preocupam comigo, ainda que eu não mereça nem uma migalha dessa atenção.
Sejamos felizes, lutemos para não deixar o medo tomar conta de nós.
O Arco do Triunfo é inaugurado em Paris, em 1836. A primeira pedra foi colocada em 1806;
Assinado a Convenção de Haia em 1899, através do qual todos os países europeus se comprometem a não usar gases asfixiantes nas guerras;
Na Batalha de Gravelines em 1588, a então invencível armada espanhola é derrotada pelos ingleses próximo à costa de Gravelines, França;
Em 1960, a Nasa divulga o programa espacial civil Apollo. O programa deveria abranger vôos tripulados à Lua e enviar sondas aos planetas Marte e Vênus.
Em 2008, Fábio toma duas canecas de café só no período da manhã. Como quase todos os dias.
Mais um post da série Como escrever sem criatividade nenhuma.
De vez em quando parece que sua vida tá num tanque de areia. Você corre, acelera, faz força, e parece que não sai do lugar. E quando sai, não anda na velocidade que queria. Isso se reflete na sua vida pessoal, no seu trabalho, nas suas finanças, nos seus estudos. Tudo acaba virando uma bola de neve tediosa.
Entretanto, o tempo passa e as coisas começam a entrar nos eixos. O trabalho avança uns degraus, seu esforço é reconhecido e recompensado; os estudos ficam mais fáceis (ou menos complicados) até o ponto que a faculdade acaba e você pode estudar aquilo que dá prazer; as contas começam a desaparecer, depois de muito trabalho e suor para conquistar o dinheiro necessário para realizar essa mágica. E no amor… Bem, no amor você nem percebe o movimento da trama quando, de repente, já se vê completamente envolvido por alguém.
Não sou de ficar repetindo coisas que disse ou escrevi. Entretanto, em alguns momentos utilizar aquilo que já foi escrito é mais do que suficiente para dizer tudo o que precisa ser dito. Publiquei este texto em novembro de 2007. Na época ele tinha um contexto, mas ainda continua completamente aplicável nos meus dias de hoje.
Nesses tempos de globalização, de velocidade da informação, de ausência de privacidade, ficou mais difícil lidar com os sentimentos. Não que antes fosse fácil. Mas hoje esse amontoado de informações e opiniões faz com que uma verdade não seja aceita como era antes.
Por um lado, as idéias e as afirmações hoje em dia são mais debatidas, refutadas - e isso é bom. Questionar faz o homem mais sábio, desde que entenda que a resposta não necessariamente é aquela que ele quer ouvir. Não devemos aceitar as coisas por simplesmente existirem ou serem como são. Essa idéia de destino ou de predestinação é coisa para por medo em crianças.
Entretanto, será que às vezes não passamos do limite? Pensando sobre como as coisas estão para mim e meus amigos, notei coisas interessantes. Por exemplo, para que ela abra o coração para ele e os dois possam se conhecer melhor, curtir esse fruto novo da paixão, a dificuldade é muito maior do que seria se tivéssemos 10 anos menos. Hoje, ele precisa provar por (A + B) que seu coração pertence única e exclusivamente a ela, antes mesmo dele próprio ter certeza disso. As pessoas estão se esquecendo que precisam se conhecer antes de se jurarem…
A mesma coisa pode ser dita quando um relacionamento passa dessa fase inicial, na qual os dois já se encontram numa certa posição sólida, e que aparentemente nada pode abalá-los. Até que vem um scrap no Orkut, ou um comentário no blog dela, ou um email não assinado. E tudo vira pó. Aí eu diria que nós, geração Internet, simplesmente estamos tão acostumados com ela que ignoramos por completo sua extrema fragilidade. Se as pessoas soubessem como é fácil forjar um email, ou capturar informações pessoais de alguém (que podem ir desde datas de nascimento e comidas preferidas até senhas de cartões de crédito). E não estou falando isso porque sei fazê-las - qualquer um sabe - é só fazer a busca certa no Google.
Assim como “desaprendemos” (se é que soubemos um dia) lidar com o amor, também pode-se dizer da dor. A solidão e a tristeza ganharam proporções homéricas (há quanto tempo existem antidepressivos?). Um pé-na-bunda pode ser bem mais doloroso quando ele se encontra freqüentemente exposto à nova conquista dela, ou quando ele simplesmente começa a flertar com a melhor amiga dela pelo MSN.
Eu admiro aqueles que sabem lidar com essa nova era de sentimentos. Não sou modesto e digo que tive que aprender como essa coisa toda funciona, talvez parando um tempo considerável pra entender o que estava acontecendo. E, de certa maneira, isso me treinou novamente para identificar pessoas fortes e fracas nesse jogo de conquista e desilusão. Só que tem horas que jogar os dados fica chato.
O garoto estava na praia com sua família durante as férias. Brincava na areia enquanto seus pais, tios e avós tomavam sol em umas cadeiras próximas. Em um canto à parte, ele construía um castelo de areia. Para isso, buscava água no mar com um balde, voltava e fazia mais um pedaço da construção. E repetia esse ritual várias vezes, até que algo começou a ganhar forma.
Quando estava quase terminando, veio seu primo e destruiu o castelo. Pacientemente, ele ajeita o terreno novamente, acerta os detalhes e recomeça a construção. Assim como antes, pega seu balde e busca água, volta e constrói um pedaço. Passa horas ali, naquele exercício de paciência e concentração.
Faltando muito pouco novamente para terminar e mostrar aos seus pais, seu primo aparece de novo e destrói aquilo que ele demorou horas pra fazer. O garoto passou a perceber que, independente do tamanho ou da complexidade da obra, sempre que estava ficando pronta seu primo aparecia para dar uns chutes e destruir. Mesmo assim, respirou fundo e voltou a construir uma última versão, uma última tentativa.
Repetindo as situações anteriores, seu primo veio com toda a vontade para chutar o castelo quando, de repente, solta um grito agudo de dor. Enquanto se debatia no chão, seus pais e tios o questionavam sobre o que havia acontecido. Ele não sabia dizer (ou não tinha coragem). Ou mesmo, acredito eu, estava muito mais preocupado com seu pé completamente destruído, sangrando e quebrado, do que com qualquer outra coisa.
O que houve? O garoto colocou uma pedra gigante escondida no castelo de areia.
Não importa quão calmos, pacientes e bondosos somos - não nos provoque. A gente sempre encontra uma pedra pra esconder entre nossos castelos de areia.
Eu não queria ter o poder de um Deus. É responsabilidade demais para se conviver.
Eu queria ter o poder de um Deus, mas não todos. Só alguns. Um dos mais interessantes é o de juntar as pessoas, fazer com que elas se encontrem acidentalmente, algo assim. No fundo, estou pouco me lixando para como as pessoas se encontram, tampouco quais são suas intenções, ou se merecem-se e vão ficar juntas. Como se diz lá no interior, eu queria mesmo era ver o circo pegar fogo (Nota: procurei a origem da expressão e não encontrei. Não adianta perguntar pro tio Google que ele também não sabe).
Pensei nisso porque comecei a analisar minha rede de amizades. Minha mesa de planos para dominar o mundo trabalho tá cheia de idéias espalhadas, como fotos de uma polaroid alucinada. É divertido observar como seria deveras interessante se o cara que escreve bem pra cacete encontrasse a menina que adora textos bem escritos; também tem a sonhadora que vive à busca de um romântico príncipe em seu cavalo branco e - vejam que coincidência! - tem um ali no canto, encostado.
Tem a idealista libertária, e o militante de esquerda; tem o sintético e a resumida, assim como o retórico e a paciente. Tem a ninfomaníaca e o tarado - aliás, acho que esse eu vou tentar mexer uns pauzinhos, mesmo com minhas ridículas habilidades humanas. Acho que ainda tem uns dois ou três, mas estes precisam de uma análise mais detalhada.
E o legal: nenhum deles - absolutamente nenhuma dessas pessoas - se conhece. Sequer imaginam que existem seres tão diametralmente opostos e semelhantes a si mesmos. Me sinto como um ator manipulando marionetes… Why so serious!
Se tudo correr conforme o esperado, estarei envolvido durante os próximos cinco anos no desenvolvimento de uma nova tecnologia de transmissão de dados para o Brasil (e outros lugares do mundo que queiram comprar a solução na qual estamos trabalhando). Durante as reuniões que tive nos últimos dias, tive a real dimensão do tamanho do projeto, e da responsabilidade que acarreta àqueles que estão diretamente ligados a ele.
Essa nova tecnologia permitirá que todo a estrutura da atual rede de comunicações (que ainda é baseada nas redes telefônicas do final do século passado) possa ser substituída por fibras ópticas, mais eficientes e velozes. Já existem algumas pequenas redes experimentais em algumas regiões do Brasil (até onde sei, nos Jardins em São Paulo a Telefónica tem uma rede assim). O intuito final é que, um dia, as pessoas possuam fibras ópticas chegando em suas residências, aumentando vigorosamente a velocidade de conexão à internet.
Por que estou falando sobre isso? Porque descobri meus primeiros cabelos brancos. E eles tendem a aumentar consideralvemente depois desse projeto.
Algumas pessoas acham que repetir algo que já se viveu pode não ter a mesma emoção. É como andar várias vezes seguidas em um brinquedo perigoso de um parque de diversões: quando chegam as últimas, já não tem a mesma graça das primeiras vezes, ou da primeira vez especificamente.
Isso pode até ser verdade para certas coisas, como o próprio parque de diversões. Mas têm outras que são bem mais divertidas quando se começa a jogar sabendo como as regras funcionam, e o que pode ou não valer a pena.
Idéia original (e parte do texto) de Tayza Carvalhaes
Basicamente, a Trans-Siberian Orchestra (a.k.a. TSO) foi fundada pelos integrantes da banda de heavy metal americana Savatage e Paul O’Neil. Não sei se você conhece, mas Paul foi produtor de várias bandas de rock e pop, tais como Madonna (produziu todos os shows na década de 80), Jon Bon Jovi (lixo total, mas fez um puta sucesso), White Snake (não conheço nada dos caras ou, se conheço, não me lembro) e Aerosmith (Classics Live I and II), entre outras.
O álbum mais sinistrão da TSO é o Beethoven’s Last Night (o povo adora um nome grande, né?), ou BLN, como é mais conhecido (ufa!) por aí. Ele conta uma história fictícia sobre a última noite de vida do Beethovão Muleque Danado. Diz a lenda que Beethoven recebeu na sua última noite, enquanto estava finalizando sua décima sinfonia (que nunca ficou pronta), a visita do Mephistopheles (Zatanás!), que o abordou com uma proposta bem indecente: ele não levaria a alma do Bee (apelido lindo, amo o Beethoven) pro inferno se o Bee concordasse em deixar o diabão apagar tudo o que ele já tinha feito NA VIDA da memória de TODA A HUMANIDADE.
Beethoven, em inglês britânico: Fucking Shit!
Bem, Beethoven pediu ao diabo uma hora pra pensar sobre o assunto e o “destino” deu ao compositor a chance de reviver toda sua vida e consertar seus erros. O disco conta a vida do Bee todinha, desde a infância, com algumas verdades e mentirinhas, óbvio.
Uma das músicas mais fodas legais desse disco é a que “fala” do próprio Beethoven. A descrição que se encontra no site da banda sobre essa música diz:
“Once more back in 1827 Vienna, he tells Fate that he would not change a thing from his past and risk losing the music. The music is who he is, the reason for his existence. Also, having seen the influence of his music on so many lives, he knows that he could never give the music to Mephistopheles. Still, he does not wish to lose his soul. Desperately he ponders his dilemma.”
Tayza Carvalhaes é esposa, mãe e profissional de TI. Tem a delicadeza de uma marretada no dedo, e tem um excelente gosto musical. Atualmente, apavora desfila de carro novo pelas ruas do Rio de Janeiro.